Páginas

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ferramenta de Software Livre para Gestão Ágil de Projetos

Pessoal,

Em uma pesquisa na web encontrei um software chamado "ponto", ele é voltado para o gerenciamento ágil de projetos, vale a pena testar.

Um pouco da histórica do "ponto".

O projeto "Pronto" surge no final do ano de 2008 como um trabalho de conclusão do curso Sistemas de Informação da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista.

Foi idealizado por Luiz Faias Jr e André Faria Gomes, com a orientação do Prof. MSc. Jakov Trofo Surjan.

Em junho de 2009 entrou em produção como o sistema de gestão do trabalho da Bluesoft, em substituição ao software Trac.

Sua apresentação ocorreu em 07/12/2009 com aprovação pela banca examinadora.

A versão final da monografia encontra-se disponível no formato PDF.

O Sistema e a monografia podem ser acessados pelo site: http://pronto.bluesoft.com.br/Home

Bons testes. opa eu já fiz uns... muito bacana por sinal.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Trabalhando com equipes ágil

Tradução livre (Com adaptações) de trecho do artigo “The Agile Project Manager” escrito por Mike Cottmeyer e publicado pela VersionOne.com.


Trabalhando com equipes ágil



Não é sempre que uma equipe irá exigir um gerente de projetos dedicado. Muitos projetos ágeis contam com membros da equipe que pode executar mais de uma função. Um membro da equipe de desenvolvimento ou um Product Owner pode servir como o Gerente de Projeto para uma pequena equipe ágil. Entretanto, um gerente de projetos pode ser convidado para assumir um papel na equipe com o objetivo de ajudar a preencher uma lacuna entre a equipe e a empresa ou para gerenciar as atividades que acontecem fora do próprio time.

O Gerente de Projeto pode ser convidado a trabalhar em um projeto ágil porque há necessidade de definir um plano de comunicação, uma abordagem de gerenciamento de risco, ou de coordenar as atividades de diversas equipes que trabalham em conjunto para entregar um grande projeto ou carteira de projetos.

O Gerente de Projeto deve tornar-se parte da equipe e envolver outros membros na criação de planos e artefatos do projeto. Isso ajuda manter um ambiente de alta confiança e da garantia as membros do time.

A iteração Agile começa com um período intenso de colaboração seguido por mais interações ad-hoc entre os membros da equipe. O gerente de projeto pode ajudar a equipe se aglutinam em torno de iteração e das metas, garantindo que os compromissos sejam razoáveis e baseados em um ritmo sustentável e métricas de monitoramento dentro da iteração e global através de iterações.

A maioria das metodologias ágeis não defini explicitamente o papel de um
Gerente de Projetos. No Scrum muitas das responsabilidades do gerente de projetos foram distribuídas entre o papel do Product Owner e do ScrumMaster. Entender funções do projeto e ajudar a definir responsabilidades são atribuições importantes, típicas de um Gerente de projetos, principalmente quando há integração com uma equipe ágil de projetos.

Amigo “Líder”: Você seria liderado por si mesmo?

Texto de Manoel Pimentel


Há alguns anos atrás, gerenciava uma pequena equipe de TI numa indústria alimentícia. Foi um tempo muito bom e antes de toda a correria pré “bug do milênio”. As aplicações MS-DOS (Leia aplicações Clipper) reinavam e tecnologias como NOVELL e NT eram o grande paradigma em debate.

Nesse pequeno ambiente de TI (que na época chamávamos de CPD), tive uma oportunidade de num contexto extremamente caótico (sobre o ponto de vista organizacional) liderar essa equipe rumo a projetos de desenvolvimento de software ambiciosos para a época e conjuntura regional da empresa.

Como na época nem sonhávamos com algo chamado Agile, confesso que se fosse hoje, faria muita coisa diferente nesses projetos. Contudo, o objetivo desse artigo não é debater o processo, mas sim mostrar um aspecto cultural importante, que é exatamente a forma como os líderes pensam e atuam dentro das equipes.

Não que nessa época eu tenha sido um ótimo líder; Na verdade minha juventude e inexperiência ainda eram muito grandes (que saudade desse tempo...). Mas para compensar essas limitações, acabei construindo e adotando um pensamento que me foi extremamente útil na liderança desse time.

Esse pensamento é bem simples, pois consiste no seguinte auto questionamento: Eu aceitaria ser liderado por mim mesmo? Essa é uma pergunta extremamente simples e direta, porém, respondê-la a você mesmo é enormemente complicado.

Eu diria que essa pergunta me acompanha desde então, de forma que quanto mais eu fui interagindo com outras equipes (de diferentes lugares e tamanhos) e me aprofundando em meu trabalho de coaching, mais forte se tornou minha convicção que mesmo sendo complicado responder essa pergunta, é muito benéfico colocar o cérebro em busca dessa resposta.

Afirmo que é benéfico buscar por essa resposta, pois esse processo de procura, pode mexer de maneira desconfortável com a sua estrutura de crenças e valores. Esse desconforto acontece pois a busca por essa resposta, criará uma espécie que espelho no qual é possível refletir quais os seus valores e crenças e, as vezes a imagem refletida nesse espelho não é bonita.

Mas alem de refletir sobre seus valores e crenças, é muito importante também você procurar visualisar nesse espelho, o quanto esse conjunto de pensamentos estão limitado suas ações como um bom líder e consequentemente, impedindo a sua equipe de gerar melhores resultados.

Veja que buscar respostas para essa singela pergunta, já nos coloca num caminho de mudança de pensamento, contudo, existe uma lacuna entre o pensamento e a ação. Essa lacuna é preenchida com a emoção. Ou seja, mesmo que você mude seu pensamento, somente se houver alguma emoção, ele provocará ações para uma verdadeira mudança de comportamento.

Apesar de haver uma lista de emoções possíveis para ligar um pensamento a uma ação, todas elas são originárias de dois tipos de sentimentos: Dor ou Prazer. Ou seja, você só mudará realmente seu comportamento se houver uma dor atual suficientemente capaz de lhe motivar para uma ação de saída da dor, ou um desejo por um prazer (seja na meta fim ou processo meio) capaz também de o motivar a mudar suas ações .

Curiosamente as palavras emoção e motivação derivam da mesma origem latina que é a palavra movere, que trazendo para o português, teríamos algo como mover-se (existem outras variações também). Portanto, veja que despertar essa emoção em nós, é a chave para compreendermos e construirmos a motivação necessária para nos levar de um estado atual(ponto A) para um estado ideal(ponto B), assim, um líder, só será um excelente líder, se o mesmo tiver algum motivo que provoque essa mudança de pensamento e de comportamento (afinal líder é “gente” e também precisa de motivação) . E esse espelho criado quando fazemos esse questionamento, já é um bom ponto de partida para gerar essa emoção.

Na verdade a essência desse questionamento (Você seria liderado por si mesmo?) pode ser aplicado a vários outros contextos em nossas vidas, por exemplo, experimente responder para si mesmo algumas questões como: Você contrataria a si mesmo? Ou: Você usaria um produto feito por você? Ou mais profundo ainda: Você se casaria com consigo mesmo?

Finalizo esse breve texto lembrando que não estou aqui dizendo a você: “seja um líder tipo tal” ou “siga determinado estilo ou processo gerencial”, mas pretendo com esse texto estimular que você (líder) encontre seu próprio caminho rumo a sua visão daquilo que acredita ser um ótimo líder dentro do seu contexto. Também quero reforçar que idealmente esse tipo de questionamento não seja usado apenas uma única vez, mas sim de maneira constante e cíclica, pois assim, será possível criar um cenário propício para a tão sonhada melhoria contínua de indivíduos e de equipes. Dessa forma, para exemplificar a importância desse pensamento em minha vida, vou lhe compartilhar qual o meu pensamento final quando termino um artigo como esse: Eu leria um artigo escrito por mim mesmo?